Há dias em que gostava de saber exactamente que perguntas fazer a mim mesma.
Eu quero gritar respostas mas não consigo pensar nas perguntas certas.
Eu quero gritar respostas mas não consigo pensar nas perguntas certas.
Prevejo uma longa espera.
Eu não posso voltar. É complicado demais, repetitivo demais.
É estranho e preciso dar a volta à coisa. Um dia volto mas agora não.
Eu não posso voltar. É complicado demais, repetitivo demais.
É estranho e preciso dar a volta à coisa. Um dia volto mas agora não.
Está confuso e eu penso mais do que queria. É como se a cabeça nunca parasse.
Nunca. A minha cabeça nunca pára de pensar em nós.
Eu penso em nós e não avanço o calendário. Nada muda. Nada mudou.
Continuo a querer-te a ti. Antes e depois de tudo. Diariamente. Até nos silêncios ou no excesso de palavras.
As palavras, as palavras são o maior erro. Todas as palavras. Não há nada de mais inútil porque nada nos responde.
Eu e tu estamos nisto desde o começo e não foi um mau começo.
Eu penso em nós e não avanço o calendário. Nada muda. Nada mudou.
Continuo a querer-te a ti. Antes e depois de tudo. Diariamente. Até nos silêncios ou no excesso de palavras.
As palavras, as palavras são o maior erro. Todas as palavras. Não há nada de mais inútil porque nada nos responde.
Eu e tu estamos nisto desde o começo e não foi um mau começo.
Não sei mais de mim. De ti vou esquecendo os traços. Os olhos? Sei ainda dos teus olhos.
A voz, que não é minha nem tua, dissolveu-se algures no tempo, com o que fomos deixando por dizer.
Continuo a querer-te a ti.
Quero-te mais agora do que quando achava querer-te demais.
Não sei como sair daqui, não tenho como voltar atrás, não quero seguir em frente. E assim mantenho-me. Inerte.
O que não sei explicar é o que sinto. Se voltasse atrás, voltavas comigo?
Preciso de parar. A minha mente precisa de parar. Precisa de parar de pensar em nós.
Lembro-me de ti mesmo quando me esforço para esquecer.
Um dia salto. Salto deste precipício onde fiquei, congelada no tempo. Imune a um futuro qualquer. Um dia salto e pergunto-me porque não o fiz mais cedo.
Entretanto deixo a cabeça perder-se em nós, enquanto (cinicamente) vou sorrindo para a vida. Enquanto o tempo insiste em puxar-me para a frente.
Um dia volto.
Mas agora não.
Por: Charlotte & FilipaC
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